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sábado, 29 de agosto de 2009

A nossa Performance

A performance desenvolvida pelo grupo foi apresentada no hall da escola de arquitetura. O lugar não foi escolhido por acaso. Pelo contrário, tendo em vista nosso intuito de discutir o acesso à universidade bem como a utilização do espaço público e do privado, a entrada do prédio se encaixou perfeitamente dentro dos propósitos.

1. Conceito: partindo da observação em que o vidro, um tênue obstáculo, é capaz de limitar 2 mundos diferentes nossa performance começou a ser concebida. A discussão do grupo tangenciou aspectos que falam da dificuldade em se adentrar o mundo acadêmico, tanto no que diz respeito ao direito à educação quanto à liberdade de circulação da população naquele espaço físico. Existe o direito pela ampla utilização dos espaços públicos? O vidro é um divisor ou um expositor? Quem se sente mais incomodado, os indivíduos de fora ou os de dentro? Qual o nível da interação entre esses 2 mundos? Estas foram as principais indagações que nortearam a apresentação.

2. A Performance: em pequenas ações isoladas, o grupo tentou retratar as diversas possibilidades de exclusão e interação entre indivíduos que tentam vencer a barreira que força a separação mundo público e o privado.

3. Cenas de bastidores:
*As meninas ensaiam o movimento e discutem sobre as tintas a serem utilizadas durante a performance
*Ana prepara o seu local

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Performance Art

A Performance Art engloba várias formas de manifestação: pintura, escultura, música, dança, filmagem, poesia, diálogo, etc. As apresentações são fundamentadas no improviso e na relação com a arte conceitual. Sendo assim, a performance não deve ser confundida com teatro.

A inspiração da performance art tem origem no Dadaísmo e Futurismo, movimentos da década de 1920 que romperam com a noção de arte ligada somente à academia tradicional. Durante essa época houve uma busca para ampliar a participação do público nas manifestações artísticas. Mas o surgimento da performance ocorreu de fato na década de 60, nos Estados Unidos. "Ricas em metáfora e simbolismo, as primeiras perfomances acontecem como reação a uma década em que os traços de trauma do pós-guerra estavam sendo lentamente apagados pelo consumismo".*

Na década de 70 os performers buscaram fazer conexões entre "arte e vida real, arte e psicologia, política e estética". A partir da década de 80 houve a utilização de recursos tecnológicos durante as apresentações, aproveitando do surgimento das ferramentas high-tech. Já durante ao anos 90, os artistas basearam as apresentações em uma reflexão crítica dos elementos do cotidiano e para isso misturaram componentes de diferentes linguagens e sistema de valores.